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Más condutas

Não, este não é um tema de pouca utilidade ou que deva ser remetido para os nichos da discussão dos especialistas na área.

( Sábado, 3 de Fevereiro de 2007 )

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Este é um tema da maior importância, que deve merecer a reflexão de todos e a discussão sem exclusões, e que até, felizmente, vai começando a aparecer na agenda mediática.

Falo da água, um recurso natural imprescindível e que está longe de não se poder esgotar!

E as circunstâncias obrigam-me a escolher a água no concelho de Sintra – não podia haver assunto mais próximo do leitor do Alvor de Sintra - porque a sua gestão enferma de alguns problemas que impõem a denúncia e a sua alteração.

Já por algumas vezes tornei pública a minha crítica às opções dos Serviços Municipalizados de Água de Sintra (SMAS), como aconteceu na Assembleia Municipal do passado dia 12 de Dezembro. Presidente da Câmara, Presidente da Assembleia Municipal, Presidente do Conselho de Administração do SMAS e a bancada da CDU parecem considerar não pertinente a minha inquietação. E, apesar de todas as diferenças políticas que nos separam, espantam-me com tal nível de desresponsabilização.

Na central questão do combate às perdas de água, a substituição das condutas de distribuição afigura-se de carácter essencial e urgente, não se entendendo o porquê da sua demora. Estas condutas são ainda em fibrocimento, um material há muito tempo proibido pela OMS - Organização Mundial de Saúde – e pela União Europeia (através de várias directivas relativas à qualidade da água potável) e têm ainda o problema suplementar de estarem envelhecidas (mais de 30/40 anos).

Os resultados estatísticos e a experiência quotidiana de repetidas roturas na rede ilustram o quanto é negativo a manutenção destas condutas e a necessidade da sua substituição. Os níveis de perda de água vêm-se mantendo, ano após ano, na ordem dos 30 por cento, o que constitui um resultado péssimo na escala adoptada mundialmente (os óptimos situam-se entre os 7 e 8 por cento e os razoáveis até aos 15 por cento). Recordo que a água desperdiçada é água paga ao fornecedor (EPAL) e que não serve literalmente para nada!

A alta incidência das roturas – de que o melhor exemplo é a própria Freguesia de Monte Abraão – é outra das consequências do actual estado degradado das condutas. Neste particular, além do desperdício de água, há que salientar o enorme incómodo causado às pessoas, aos utentes que pagam a sua factura da água e que são forçados a ter interrompido o acesso a este bem essencial. 

E não se pense que falo de um corte ou outro, muito de vez em quando, já que se trata de um transtorno quase diário.

A minha Freguesia e a de Queluz, no seu conjunto, “sofrem” intervenções diárias dos SMAS,

devido a roturas em rede. A situação ainda é mais agravada pela  excessiva e anormal pressão de serviço (6/7 bar) a que as condutas estão sujeitas.

Disponho de informações que apontam para o facto do concelho de Sintra possuir largas centenas de quilómetros de condutas em situação idêntica.

Os números resultantes destas insuficiências são arrepiantes: as roturas constantes na principal conduta de abastecimento de água ao concelho de Sintra (Carenque/Mercês) e da qual depende mais de metade da população, resultam em perdas de água superiores a

100 m3/hora (100.000 litros); na outra conduta de abastecimento do concelho de Sintra

(Fonte dos Passarinhos/Carenque), o nível de perdas ronda os 80m3/hora (80.000 litros).

Perante estes dados, como é possível que o Presidente da Câmara não intervenha?

Perante tanto desperdício e incómodo será razoável que o deputado municipal (e também nacional) comunista António Filipe não considere prioritária a substituição das condutas? E que diz o Partido Ecologista “Os Verdes”, Partido coligado com o PCP, sobre esta situação?

Confrontados com esta realidade, terei ouvido bem, da boca do Presidente da Assembleia Municipal, que o que se passa em Sintra não é assim tão preocupante, uma vez que muitos outros concelhos revelam condições bem piores?

Já agora: o “Plano de Combate às Perdas de Água”, formalização várias vezes adoptada pelo SMAS, não teve ainda qualquer concretização prática, não se conhecendo a existência desse “Plano”, dado o mesmo nunca ter sido apresentado nos órgãos competentes. Um “Plano” não pode ser só uma simples declaração de intenções. Para já apenas foi designado, nem sequer a sua vertente teórica foi apresentada…

Alvor de Sintra

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