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Chalet da Condessa ou mais um exemplo de património abandonado

“A pequena casa chamada Casa do Regalo, mais conhecida por Chalet da Condessa, foi construída entre o ano de 1869 e cerca de 1875, sob a orientação planificada de D. Fernando II e da própria condessa (de Edla). Situado no talhão XII, parcela C do parque (da Pena), era um dos exemplos máximos da arquitectura romântica existente em Portugal, e apresentava um traçado muito particular e singular antes de ser completamente destruído por um incêndio em 1999“. Quem assim escreve é Teresa Rebelo no seu livro Condessa d’Edla - A cantora de ópera quasi rainha de Portugal e de Espanha (1836 - 1929), da Aletheia Editores, publicado em Fevereiro de 2006.

( Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006 )

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Vale a pena a leitura desta obra na medida em que sublinha a dedicação, senão veneração, do rei D. Fernando II a Sintra, assim como da rainha D. Maria II e da Condessa d’Edla. Ao descrever essa dedicação, ao descrever o zelo com que Sintra, o Parque da Pena e o Chalet da Condessa eram tratados no século XIX, o livro acentua também e muito, o fosso entre esse período e a situação que se vive actualmente: o desprezo a que as autoridades competentes e, neste caso, na linha da frente das responsabilidades, a Câmara Municipal de Sintra e o seu presidente, deixam chegar o nosso património; o desleixo a que o Chalet da Condessa foi votado, e a ausência de respeito pela memória de quem se interessou por Sintra, de quem a amou, de quem lhe dedicou grande parte da sua vida; o contraste entre a sensibilidade e a cultura de quem edificou estes espaços e cuidou deles e a boçalidade e ignorância que hoje condenam estes mesmos espaços à incúria e ao abandono.

Em 2005, aquando da realização de um programa de televisão de entretenimento, na Tapada do Mouco, na Serra de Sintra, foi anunciado pela autarquia que a contrapartida dada pela empresa de produção para realizar o programa, seria a recuperação da própria Tapada do Mouco, assim como, do Chalet da Condessa. O programa durou alguns meses, acabou,  e, até agora, o Chalet da Condessa mantém o estado de degradação dos últimos anos. Mais uma vez, nada foi feito, tudo ficou pela intenção que, como sempre, não chega para resolver o problema. Tudo não passou do aparato mediático muito usual desde a chegada de Fernando Seara a Sintra.

Voltando ao Chalet da Condessa, a Imprensa local anuncia que um grupo de cidadãos marcou para hoje às 21 horas, nas caves de S. Martinho, em Galamares, “uma reunião/debate com o objectivo de assentar sobre as formas de, enquanto sociedade civil desperta e preocupada, actuar na busca de um final feliz para o Chalet da Condessa de Edla“. Esperemos que seja o início do fim da inércia e do abandono a que o edifício foi votado nos últimos anos, para que se possa voltar a usufruir de um espaço único em Sintra. Termino voltando a citar o livro de Teresa Rebelo: “Muitas vezes, eram aí recebidas figuras ilustres das artes e destacados escritores estrangeiros, como Letízia Rattazi, que jamais esqueceu a tarde em que visitou o chalet acompanhada pelo casal: D. Fernando vive feliz. Passeia muito, caça, pinta, acompanhado constantemente por sua esposa, a Condessa d’ Edla. Conduziu-nos ele ao chalet mandado construir pela Condessa. Cerca da residência real, um chalet delicioso, de um gosto inimitável. É a arcádia, uma arcádia civilizada, onde, como na mignon de Wilhelm Meister, de bom grado se pode viver e morrer. Entre outras originalidades de esquisito gosto, vimos uma sala de jantar forrada de cortiça recortada em arabescos caprichosos de um efeito encantador! Sente-se que a vida, a saúde e a felicidade residem ali!”

Céu Ribeiro

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