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Um grosseiro erro de casting

A história que aqui vos deixo só não é cómica porque é real e é muito triste porque não é ficcional.

( Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006 )

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Arrasta-se no tempo e na falta de condições mínimas de dignidade a vida de nove agregados familiares ciganos que vivem em barracas no Bairro dos Desalojados, num terreno baldio próximo do edifício da Junta de Freguesia.

Por motivos que têm a ver com a cultura cigana, os elementos destes agregados (todos pertencentes à mesma família) não puderam habilitar-se ao realojamento - a que tinham direito - no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER). No momento da definição daqueles que beneficiariam deste programa, estas dezenas de pessoas encontravam-se fora da zona que se queria ver limpa de barracas.

Regressaram aos seus terrenos, e consequentemente às barracas, de onde tinham saído e as condições de vida quotidianos em que estão mergulhados são infra-humanas.

A vivência nesta realidade – sem saneamento básico, água, luz - dura há perto de três décadas. Vivem rodeados por um extenso matagal onde proliferam pulgas, carraças, ratazanas e cobras com quem partilham as suas habitações. Fazem as suas necessidades fisiológicas nesse matagal.

Às especificidades das próprias barracas juntou-se a criação de galinheiros e outros depósitos de animais que degradaram ainda mais a escassa higiene e segurança do espaço.

É um meu antigo objectivo proporcionar a estas pessoas o realojamento que circunstâncias alheias à sua vontade impediram de concretizar há cerca de sete anos. Tenho envidado todos os esforços para isso.

Ao mesmo tempo, é minha preocupação enquanto - um longo enquanto – o realojamento não é concretizado minorar as péssimas condições de vida das pessoas que lá vivem (e que atravessam todas as gerações, de idosos a bebés de colo). Neste sentido, disponibilizei uma torneira de água para que aqueles agregados familiares não ficassem privados de um bem absolutamente essencial.

A propósito dos problemas das barracas em Monte Abraão, o vereador da Habitação Social da Câmara Municipal de Sintra, em declarações a um jornal diário, deixou estas duas preciosidades em matéria de sensibilidade e consciência social: “ a situação está identificada pela Câmara há mais de doze anos e controlada”, “este tipo de aglomerados fixa-se em zonas onde há alguma abertura…[referência à Junta de Freguesia a que me orgulho de presidir]”.

Portanto, para o responsável por aquela área social do município de Sintra:

- a situação está controlada e, portanto, mais de uma dezena de pessoas viverem em condições piores que muitos animais não é motivo de preocupação

- o tipo de abertura – que, deduz-se, não deveria ter sido dado, foi a disponibilização de água para os agregados familiares daquelas barracas

Sobre o facto de estarem ou não habilitados ao realojamento pelo PER, o vereador da Habitação Social debita, taxativa mas erradamente, um “não têm direito”.

Com este vereador da Habitação Social não só não há esperança na resolução estrutural dos problemas sociais do município como não se vislumbra qualquer ponta de humanidade para remediar situações de emergente degradação das condições de vida.

Esta é a história que envolve um vereador da área social de uma câmara que nunca o poderia ser. Um paradigma de desadequação!

Fátima Campos

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