Boa tarde, são 14:28:35 | Alvor de Sintra RSS

 

Publicidade

Menu » Jornal Digital » Agenda Cultural » Contactos Úteis » Dossiers » Farmácias de Serviço » Fórum » Lotarias » Meteorologia »

 » Ambiente
 » Cultura
 » Desporto
 » Economia
 » Educação
 » Fora de Portas
 » FotoReportagem
 » Idosos
 » Instituições
 » Internacional
 » Juventude
 » Local
 » Nacional
 » Obras
 » Opinião
 » Política
 » Tecnologias
 » Transportes

 

Serviços

 » Agenda Cultural
 » Farmácias de Serviço
 » Lotarias
 » Meteorologia
 » TV Alvor de Sintra

 

Suplementos

 » Agualva - Cacém
 » Algueirão - Mem Martins
 » Queluz
 » Vila Sintra

 

 » Contactos
 » Critérios de Publicação de Comentários
 » Estatuto Editorial
 » Ficha Técnica
 » Nós
 » Publicidade

 

 

» Página Inicial » Destaque

 

 

Assim Vai Sintra: Alta Tensão

Em Novembro de 2005, população e ambientalistas foram surpreendidos com a discussão pública do projecto para a instalação, no município de Sintra, de 27 postes do sublanço da linha de muito Alta Tensão que ligará Fanhões (em Rio Maior) a Trajouce (em Cascais). Estas estruturas comportam até 6 cabos condutores e podem atingir até 75m de altura, estando a sua instalação pensada para as imediações de bairros onde habitam milhares de pessoas e em zonas de património ambiental e natural de reconhecida importância.

( Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006 )

Ouvir

Mais informação sobre a versão audio

Download do conteúdo em versão MP3

 2 Comentários | Enviar Artigo por E-mail | Imprimir

Tendo sido um processo quase secreto, esta consulta pública foi marcada pela dificuldade no acesso ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que durante vários dias esteve inacessível no site do Instituto do Ambiente.

A leitura do EIA revelou omissões em questões tão delicadas como a desvalorização patrimonial a que estão sujeitos os edifícios perto dos quais se instalam linhas de alta tensão (que pode ultrapassar os 50%), verificando-se que o corredor proposto não está previsto no PDM e que o projecto foi feito com base em mapas desactualizados, onde não vêm assinaladas aquelas que hoje são importantes zonas residenciais… Mais tarde, veio a concluir-se que este traçado previa a instalação de um poste em cima de uma jazida arqueológica e vários outros em locais onde irão ser construídas as circulares poente e nascente ao Cacém.

A saúde das populações é questão ignorada no EIA. Não estando provada que a exposição prolongada a radiações electromagnéticas tem efeitos directos na saúde, existem estudos que evidenciam um aumento de incidência de patologia oncológica em populações que habitam perto de linhas de alta tensão. Este risco presumido é reconhecido pela OMS e deu origem ao princípio de precaução segundo o qual "na ausência da certeza científica formal, a existência de um risco ou dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prevenir este dano" (cimeira do Rio, 1992). A falta de seriedade do EIA chega ao ponto de desvalorizar o ruído constante associado à passagem da corrente eléctrica pelas linhas, referindo que, sendo um incómodo, as populações acabam por se habituar a ele.

Se vier a ser instalada, não haverá linha de Alta Tensão que, no nosso país, afecte maior número de pessoas, facto que não parece ter sido suficientemente forte para levar a CMS a pronunciar-se sobre o projecto durante a consulta pública e nos meses se lhe seguiram. Este silêncio foi vagamente quebrado recentemente, quando, ao ser interpelado pela segunda vez pela população em Assembleia Municipal, e depois de um ano de insistência da oposição, Fernando Seara admitiu estar preocupado com a situação.

Alheio a toda a polémica, o Governo deu luz verde ao projecto, exigindo apenas alterações para salvaguardar os vestígios arqueológicos e o traçado das estradas. A REN, já com o estaleiro montado, espera que tudo passe e que chegue a ordem definitiva para avançar. Não espanta que assim seja, uma vez que a alteração deste projecto, para lá dos custos imediatos, abriria um precedente de preço incalculável, uma vez que obrigaria a olhar com outros olhos o projecto de expansão da rede e todas as estruturas já existentes. 

Por seu lado, a população da zonas afectadas, face à ameaça de tão má vizinhança, organizou-se e está a forjar uma exemplar resposta cidadã à total despreocupação da REN, à intransigência do Governo e à placidez do Executivo Camarário. A luta contra a inevitabilidade deste projecto ganha aliados de dia para dia e a motivar as pessoas que nela se envolvem, pois é a sua vida que está em causa e decidiram tomá-la nas próprias mãos.

André Beja

 2 Comentários  Enviar por E-mail  Imprimir Artigo

 

 

Cronistas

André Beja

 » Assim vai Sintra: que fazer com estes entulhos?

 

António Filipe

 » Conte comigo, Professor Galopim de Carvalho

 

António Rodrigues

 » Europa – Desafio e não desculpa

 

António Vicente

 » A Casa do Castelo

 

Cândido e Silva

 » Grupo de Ballet de Sintra

 

Cardoso Martins

 » Justitia Regnorum Fundamentum

 

Céu Ribeiro

 » IVG - um direito de cidadania

 

Cortez Fernandes

 » “ABAIXO O IC 19, MORRA O IC 19, VIVA A AVENIDA DO OCIDENTE”

 

Fátima Campos

 » As golpadas do desespero

 

João Soares

 » Um Ano

 

Miguel Carretas

 » Cultura Não É (SÓ) Paisagem

 

Luís Fernandes

 » Parque Eólico de Almargem do Bispo

 

 

 

     

 

 Director: Gui Aragão Reis

Registo Instituto da Comunicação Social: 124 724

  Copyright © 2005 Alvor de Sintra | Todos os direitos reservados