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Seara seca II

Com o início do Outono, a placidez dos dias volta às ruas do Centro Histórico de Sintra. Regressam os tempos de maior fluidez de pessoas e de trânsito. Regressa o prazer da fruição dos espaços para os da terra. É tempo de balanço e, sobretudo, de trabalho para todos, e também para os decisores locais. Como munícipe, amante de Sintra, natural de Sintra, residente na vila de Sintra, olho com alívio para mais um Verão que passou e anseio por decisores locais que pensem, planeiem e executem em função das necessidades da terra e do interesse público.

( Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006 )

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Vem tudo isto a propósito do trânsito e do estacionamento do Centro Histórico de Sintra. O Verão é caótico a este nível e os fins-de-semana também. As pessoas visitam a Vila Velha depois de vencerem extensas filas de trânsito e muitas voltas, até encontrarem onde largar o carro. E sublinho largar porque, na maior parte dos casos, é disso que se trata, uma vez que não se encontra onde estacionar, aumentando assim a confusão e o caos. O Centro Histórico de Sintra, entre outras particularidades, tem esta: deve ser o único no mundo que é possível percorrer de carro!

Todos estamos recordados da muito mediática e ainda mais oportuna “campanha- manifestação-multicolorida“, que teve como cabeça de cartaz o actual presidente da Câmara, em vésperas de eleições autárquicas, contra o parque de estacionamento na Volta do Duche, projecto da autoria do arquitecto Fernando Távora. Os menos novos lembrar-se-ão também das manifestações “ambiento-proteccionistas” do Vale da Raposa, aquando da possibilidade de construção de um silo automóvel naquele local. Felizmente, vivemos num país livre, onde cada um pode expressar a sua opinião. Nesse sentido, todas as opiniões são respeitáveis e o ideal, para alguns, seria termos de volta a Sintra do século XIX, sem automóveis nem “massificações“. Mas tal não é possível. Vivemos no século XXI, com problemas que urge resolver se queremos preservar os testemunhos do passado, se queremos de facto defender o Património construído e natural de Sintra. Por isso, prefiro debruçar-me sobre as soluções, expondo a minha opinião sobre o assunto, com o intuit
o de contribuir para o debate, que considero  necessário.

Penso que todos concordamos que é urgente reordenar o estacionamento e o trânsito no Centro Histórico de Sintra. Para isso há medidas simples que podiam ser tomadas: através de consulta pública, dever-se-ia apresentar propostas no sentido de definir os espaços de estacionamento para os residentes e comerciantes nas zonas do Centro Histórico ou próximo delas. E para os visitantes dever-se-ia criar em zonas como Lourel, Portela de Sintra, Ranholas, Ribeira, novos parques de estacionamento, de forma a que o transporte para o Centro Histórico fosse feito através do recurso a autocarros, limitando o trânsito a residentes e devolvendo a Volta do Duche e o Centro Histórico aos peões e, eventualmente, a bicicletas.

Existem técnicos competentes na Câmara de Sintra, para nos sugerir os percursos possíveis. Existem ideias e projectos exequíveis para resolver este problema.  O que falta é trabalho, é vontade, é imaginação é, sobretudo, coragem política e visão de futuro da parte de Fernando Seara, a quem compete as decisões sobre o Centro Histórico, mas sobre quem todos sabemos que pouco ou nada faz para resolver os reais problemas do concelho de Sintra e dos seus munícipes, sobretudo quando são polémicos e dão trabalho, como é o caso.

Resta-nos o consolo de saber que dos medrosos não reza a História e a esperança em melhores dias para Sintra.

Céu Ribeiro

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