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Aquele Bar

A geografia sentimental de cada um faz-se de episódios coleccionados, de encontros, de lugares de convívio e, sobretudo, das pessoas que vamos encontrando.

( Terça-feira, 21 de Março de 2006 )

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Segundo os meus cálculos, a primeira vez que entrei num bar, depois de posto o sol e sem qualquer presença tutelar, terá sido nessa longínqua primavera de 1994. O espaço eleito era, por assim dizer, o menos elitista da noite de Sintra: sem consumo obrigatório, preços acessíveis, gente diversificada e música ao gosto de quem aqui escreve.

 

Foi ali que me cruzei com o Augusto, personagem que o tempo ensina a conhecer. Dono da casa, fazia do espaço entre a barra e a cozinha o seu mundo conhecido. E que grande mundo! Cheio de histórias e boa disposição, acolhendo da melhor maneira quem viesse por bem. A sangria servida pela Susana era, já se sabe, a melhor.

 

Durante algumas temporadas, com maior ou menor assiduidade, aquela foi paragem obrigatória para mim e para muitos amigos e amigas, que fui fazendo e que ali fiz. A mística das pessoas e do lugar, disfarçada de simplicidade, foram sempre o chamariz.

 

Um dia desafiei o Augusto a ceder o seu espaço para um debate sobre a legalização das drogas leves, tema que, por essa altura, começava a deixar de ser tabu.

 

 Este é um espaço de liberdade, aberto à diferença e a quem mexer o mundo. Não sei ao certo se terão sido estas as palavras com que me abriu a porta, mas foi este o espírito com que o fez.       

 

Com o passar dos anos, e com a maldita crise (a económica e a de tolerância pela diferença), o bar perdeu fôlego. Mantiveram-se os afectos e as cumplicidades geradas. Já não encontrava o Augusto com tanta frequência, mas, se nos cruzávamos por aí ou quando me ligava na véspera de natal, era como que para fazer o ponto da situação dos caminhos percorridos. Como só os bons amigos sabem fazer.

 

A última vez que falámos foi na noite das eleições presidências. A luta é dura, há que continuar! Tem de ser amigo, força! Dissemo-nos.

 

Hoje, ao ouvir a voz da Susana do outro lado do telefone, soube de imediato o que ela tinha para me dizer. A luta do Augusto terminara.

 

Revejo, no silêncio, as linhas do mapa onde se traçam as emoções. Nele, o Augusto, a quem dedico a reflexão deste dia, é incontornável. Afinal, foi também com ele que aprendi que geografia sentimental de cada um se faz, sobretudo, das pessoas que vamos encontrando.

André Beja

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