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Cultura Não É (SÓ) Paisagem

1. Sintra foi desde há muito conhecida e reconhecida como uma local de “cultura”. Para isso muito contribuíram, ao longo da história, aqueles que, não sendo de Sintra, a visitavam e de imediato se apaixonaram pela sua paisagem – natural e construída – e a foram mostrando ao mundo através das suas artes, tentando retratar, por imagens ou palavras, a ambiência quase mágica que Sintra encerra. Partilho com todos essa paixão mas não, infelizmente, os dotes artísticos.

( Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006 )

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Digo isto apenas para demonstrar que desde sempre, em Sintra, cultura e arte, património e paisagem, surgem intima e indelevelmente relacionadas numa simbiose que o Homem, no passado, sempre soube respeitar e potenciar.

Por isso mesmo – e com toda a justiça – a UNESCO reconheceu, em 1995, Sintra como Património Mundial na categoria de Paisagem Cultural. Tal reconhecimento acarreta para Sintra um enorme leque de oportunidades, que podem e devem ser aproveitadas, e outras tantas responsabilidades às quais o Município não se pode furtar.

Uma política cultural para Sintra terá de estar necessariamente associada à preservação do património e do ambiente, à preservação e divulgação da sua identidade cultural própria e é indissociável das políticas de promoção do turismo e da politica de urbanismo.

Mas há – e ainda bem – mais cultura em Sintra para além do património da humanidade. A promoção cultural pode e deve ser feita aos mais diversos níveis e em relação às mais diversas formas de expressão artística e é indissociável da preservação da identidade do Concelho (todo ele) e das suas gentes.

A cultura – e o acesso a esta – surge, nesta perspectiva, como um verdadeiro direito mas também como uma função pública essencial e primordial. A cultura não pode ser vista – como tantas vezes o tem sido – como um “adorno”, uma espécie de cereja em cima do bolo. Antes terá de ser elevada a factor determinante e condicionador estratégico da actuação pública nas mais diversas áreas.

No que respeita ao âmbito local e municipal urge definir e implementar uma estratégia de apoio e incentivo à cultura, a toda ela e sem excepções. Essa estratégia passará indiscutivelmente pela iniciativa pública directa, mas também e necessariamente pelo apoio às mais diversas iniciativas artísticas e culturais.

Não tem sido esta – infelizmente – a nossa realidade. Reconhecendo embora o sucesso consolidado de iniciativas como o “Sintra Festival”, a câmara tem sido omissa, ou pelo menos ineficaz, na diversificação do apoio às iniciativas culturais que fervilham um pouco por o nosso concelho. A Câmara esquece assim que a cultura (toda ela sem excepção ou discriminação) é um elemento determinante da formação, da educação e da criação de uma identidade colectiva que deverá também ter como valores a tolerância e o respeito pela diferença.

Há, de facto, mais cultura para além do património mundial e até esse não tem sido devidamente aproveitado para afirmar Sintra como destino de eleição e como centro de divulgação e criação cultural. Os espectáculos promovidos pelo Centro Cultural Olga Cadaval, independentemente da sua reconhecida qualidade, estão longe de preencher as necessidades de uma oferta cultural plural e variada que Sintra reclama.

Qualquer politica cultural em Sintra tem de ser desenvolvida sob os desígnios da descentralização e com o objectivo de trazer iniciativas culturais a todo o concelho; do apoio às iniciativas culturais de organizações privadas e associações – um apoio sério e baseado em critérios objectivos, ao contrário das “trapalhadas” absolutamente desnecessárias que a edilidade provocou no processo de atribuição de incentivos no mandato anterior – da diversificação, sem complexos ou censuras, a todas as formas de expressão cultural; da interacção e conjugação com as outras políticas e atribuições da autarquia – do desporto ao turismo, do património ao urbanismo, do ambiente à educação.

Só assim a cultura deixará de ser adorno e passará a ocupar o lugar de relevo que realmente merece nas preocupações do Município. Só assim a cultura em Sintra deixará de ser “apenas” paisagem.

2. Os comentários aos textos que publiquei anteriormente no Alvor de Sintra merecem o esclarecimento que se segue:
Sou óbvia e assumidamente militante e activista do PCP, eleito deputado municipal pelas listas da CDU. Entendo, no entanto, que não é este o local próprio para justificar ou prestar esclarecimentos sobre as opções políticas do meu partido e da coligação por ele integrada. Por mais pertinentes e justificadas que sejam as dúvidas suscitadas, não seria eticamente correcto transformar esta minha colaboração com o Alvor de Sintra, num gabinete de informação da CDU. Tudo, claro está, sem prejuízo da natural (e não necessária ou imposta) coincidência entre as ideias que convosco partilho e as posições assumidas pela CDU – Sintra. Aliás o leitor atento encontrará nos meus textos as respostas para as interrogações e interpelações suscitadas por anteriores comentários.

Miguel Lourenço Carretas

 

 

  15 - Comentários

 

Comentários: 15 Nota média

Anamaria - 11-08-2007
Deixa lá, Miguel, não ligues aos invejosos. Tens aqui a tua madrinha que, embora não pareça, nunca se esquece dos seus dois meninos. Desejo que tenhas passado um óptimo dia de anos, rodeado da tua jovem família que é a maior riqueza. Continua a escrever que eu gosto de te ler, de saber que estás bem e de votar em ti.

olhovivo - 19-06-2007
ó homem, escreva lá outra coisinha que esta já cansa. um braço

Óscar Gomes - 29-01-2007
Engenheiro Miguel Carretas??? Mudou de profissão???? Ai Jonas, Jonas, é asneira atrás de asneira!!! Não tem o que fazer e vem para aqui mostrar o que vale. NADA!!!

Jonas - 29-01-2007
Bom, gostaria de acrescentar que no caso da Cultura, por acaso o PSD tem poucos mas neste caso é um vereador coerente só não entendi a opção do Seara em tirá-lo do confronto de ideias e de politicas com o seu camarada de partido Baptista Alves, era muito incómodo para vós ?

Jonas - 29-01-2007
Eng. Miguel Carretas, pnso que deve endireitar essas costas e não deixar o Seara brincar consigo. Lá por os seus camaradas estarem bem instalados por causa da paz social no concelho, é triste defender os interesses do seu partido assim, tambem como o Melo antunes entendo que é um partido necessário à democracia mas tambem convem serem diferentes, e o Sr. é um Jovem.

Elsa Raposo - 24-01-2007
Querido Miguel, não tente adivinhar quem sou, porque é tempo perdido. O tempo que você perde a comentar os comentários dos outros comentadores, perdoe o pleonasmo, já dava para escrever uma nova crónica. Falta-lhe imaginação? Que tal falar sobre a situação da Educa, SMAS, etc. onde estão camaradas seus nos conselhos de administração? Seria um belo tema e daria pano para mangas, meu caro! Beijos fofos da Elsinha

Mimoso - 23-01-2007
Porque razão é que a agenda cultural aqui do site está sempre em branco? Por vezes quero saber que tipos de eventos vão acontecer na minha freguesia ou concelho e.... nada! Concertos, exposições, peças de teatro, eventos, feiras, nada...... Cumprimentos.

Elsa Raposo - 17-01-2007
Oh Sr. Director do Alvor, então cortou o meu comentário? Não me vou zangar consigo como muitos dos que são alvo desse mesmo "corte", tal como determinam e bem, os critérios que o jornal adoptou. Mas que ele as merecia, merecia! :))

Elsa Raposo - 17-01-2007
[...] http://www.alvordesintra.com/criterios.asp

Óscar Gomes - 16-01-2007
LOSAL, ele perde mais tempo a "deitar abaixo" os comentadores que escrevem o que ele não gosta, nas notícias publicadas aqui no Alvor, do que com a situação em que se encontra o concelho e até o seu Partido. Em sentido descendente...... TENHA VERGONA!! Ah!falta o H!!

LOSAL - 08-09-2006
Estamos quase a comemorar um ano sobre esta crónica, ena! Creio que o Alvor devia começar a pensar em fazer uma festa digna do evento, eventualmente candidatar-se ao Guiness pela "longevidade" de uma crónica num site da net! ;-) Espero que não levem a mal, caros amigos, mas realmente isto só dá para fazer algum humor!... cumprimentos.

LOSAL - 03-08-2006
Uma crónica de 24 de...FEVEREIRO?!... Realmente não se passa nada em Sintra nem no Mundo, é o que é...;-)

LOSAL - 22-05-2006
Mais uma crónica com meses e meses... A rever, Alvor.

Alguém e Ninguém - 06-04-2006
Eu entendo e até percebo-te miguel. O que te faz falta é levar os amigos ao Teatro ou comprarem uma escultura ou pintura u um livro para saberem que o melhor incentivo está nas acções e não nas palavras...Words, Words, Words nothing else...

Leal - 28-02-2006
ok, miguel, entendo a sua opção referida neste ponto 2, calculo que se refira aos "tachos" (utilizando a designação que João Soares usou na campanha) nas empresas municipais, que a cdu não enjeita partilhar.realmente deve ser difícil explicar como é que se partilham esses "tachos", ainda por cima atribuídos pela "tenebrosa" direita, livra!!! nem quero imaginar se fosse o ps a partilhá-los, a quantidade de discursos inflamados que não surgiriam, tudo em nome da "esquerda", claro......entendo a sua dificuldade, realmente deve ser difícil descalçar este par de botas, mas olhe, se calhar são umas botas quentinhas, de boa pele e compensam todos os "sacrifícios" e contradições, não é?......mas deixe lá, eu entendo a sua atrapalhação.... obrigado, de qualquer forma, sim?.....

 

 

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