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O Plano Estratégico (I)

Estive na apresentação da terceira parte do estudo do Plano de Desenvolvimento Estratégico – Sintra 2015, trabalho encomendado pelo Executivo Municipal a uma equipa multidisciplinar da Universidade Nova de Lisboa.

( Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006 )

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Este é um processo que começou há cerca de um ano, tendo, nesta sessão, sido apresentado um conjunto de estratégias para uma “Sintra Ideal” em 2015. A equipa irá agora fazer a redacção final do trabalho, documento que, segundo me foi dito por Fernando Seara, irá estar em discussão pública.
 
Penso que o verdadeiro Plano de Desenvolvimento Estratégico só surgirá depois desta discussão pública. Isto, se houver um esforço sério e corajoso para envolver no debate os milhares de cidadãos e cidadãs que vivem e/ou trabalham no concelho de Sintra, de modo a que estes se reconheçam no documento que vier a ser aprovado pela Câmara e pela Assembleia Municipal.
 
Estando de acordo com algumas das avaliações e das conclusões apresentadas, não deixo de assinalar que, apesar de partir da auscultação de diferentes sectores do tecido Social do concelho, este estudo é ainda uma proposta de um grupo de teóricos, apadrinhada pelo executivo Camarário. E, talvez por isso, as linhas que o guiam têm ainda uma considerável carga ideológica, com a qual não me identifico, de onde se destacam a ideia de Sintra como uma marca para consumo, em que os cidadãos e o resto do município parecem ser acessórios para autenticar, e o uso excessivo dessa espécie de linguagem que é o “economiquês”, adornado aqui e ali com múltiplos e sofisticados estrangeirismos.
 
No próximo artigo abordarei aqueles que considero serem os pontos mais fortes e mais fracos do que ali foi apresentado. Por agora, gostaria de vos dar conta de dois momentos, passados durante o período de debate desta sessão. São, a meu ver, momentos fundamentais para a compreensão da essência desta Sintra em que vivemos.
 
A primeira destas intervenções foi de António Rodrigues, líder da bancada da Coligação Mais Sintra na Assembleia Municipal.
Com o tom de discurso a que nos tem habituado, mas deixando um pouco de lado o pragmatismo e a sintonia com Seara que lhe são característicos, António Rodrigues declarou-se insatisfeito com o facto de o cenário traçado trazer, segundo as suas palavras, pouco de sonho e muita particularidade, sugerindo faltar aqui a análise sociológica que abra a porta à realidade de cada uma das múltiplas parcelas do município. 
Confesso que o quase esquerdismo de António Rodrigues me apanhou desprevenido, mas ainda me recompus a tempo de saborear com interesse o tom crítico que a momentânea migração ideológica trouxe nas entrelinhas.
 
A segunda intervenção, partiu de um também surpreendente Engenheiro Carlos Fernandes. Para quem não conhece, este senhor é um destacado membro do quadro Camarário e, conta a lenda, “pai” do Plano Director Municipal de Sintra.
Num tom convicto e apontando o dedo, o orador fez a apologia do mercado das ideias e dos valores. Agitando os braços, lançou críticas mordazes e gracinhas cirúrgicas. Procurando tecer o mistério e a dúvida no olhar dos interlocutores, esclareceu o caos e alertou para os perigos da preguiça, remando a musculada alocução com a profecia de que a história ainda lhe dará razão e que o planeamento urbano que (ao que parece!) existe em Sintra será tema dos livros que vão ensinar muita gente.
 
Não tenho dúvida de que estes foram os pontos altos da manhã.
E mais gostaria de acrescentar: acho que estes senhores têm toda a razão quando alertam para a falta de sonho e sociologia deste plano, ou quando intuem o destaque que os livros darão ao planeamento urbano que marcou Sintra.
Concordo com eles, olho é a realidade de prismas diferentes. Mas essa é outra conversa…

André Beja

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